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Sobre curvas de bombas

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Sobre curvas de bombas

O desempenho de uma bomba centrífuga é demonstrado por um conjunto de curvas características. As curvas características para uma bomba centrífuga são indicadas na figura 1. Altura, potência, eficiência e NPSH são mostrados em função do caudal.


Fig. 1: Curvas características típicas de uma bomba centrífuga. Altura, potência, eficiência e NPSH são mostradas em função do caudal

Normalmente, as curvas características nos catálogos técnicos apenas abrangem a parte da bomba. Por esta razão, a potência, o valor P-2, que consta nos catálogos técnicos, apenas abrange a potência referente à bomba (ver figura 1). O mesmo sucede com o valor para a eficiência, que apenas abrange a parte da bomba (η = ηP). Em alguns tipos de bombas com motor integrado e também, talvez, com um conversor de frequência integrado, por exemplo, bombas com motores blindados, a curva da potência e a curva η cobrem tanto o motor como a bomba. Neste caso, o valor P-1 não foi tido em consideração.

Geralmente, as curvas das bombas são concebidas de acordo com ISO 9906 Anexo A, que especifica as tolerâncias das curvas:

• Q +/- 9%,

• H +/-7%,

• P +9%

• η-7%.

Fig. 2: As curvas para a potência e eficiência abrangem normalmente apenas a parte da bomba – ou seja, P2 e ηP.

O que se segue é uma breve apresentação dos diferentes tipos de curvas características das bombas..

Altura, a curva QH
A curva QH mostra a altura que a bomba é capaz de atingir com um determinado caudal. A altura é medida em metros de coluna de água [mLC]; normalmente é aplicada a unidade metro [m]. A vantagem de utilizar a unidade metro [m] como unidade de medida para a altura da bomba reside no facto de a curva QH não ser afetada pelo tipo de líquido bombeado.

Fig. 3: Uma curva QH típica de uma bomba centrífuga; caudais baixos resultam em alturas elevadas e caudais elevados resultam em alturas baixas.

Eficiência, a curva η
A eficiência é a relação entre a potência fornecida e a quantidade de potência efetivamente utilizada. No contexto das bombas, a eficiência ηP é a relação entre a potência que a bomba transfere para a água (PH) e a entrada de potência no veio (P2 ):

ρ é a densidade do líquido em kg/m3,
g é a aceleração da gravidade em m/s2,
Q é o caudal em m3/h e H é a altura em m.

Conforme demonstra a curva de eficiência, a eficiência depende do ponto de funcionamento da bomba. Sendo assim, é importante selecionar a bomba que corresponde aos requisitos de caudal e assegurar que esta funciona na área de caudal da curva mais eficiente.

Potência, a curva P2
A relação entre a potência da bomba e o caudal é demonstrada na figura 5. A curva P2 da maioria das bombas centrífugas é semelhante à que consta na figura 5, onde o valor P2 aumenta quando o caudal aumenta também.

Curva NPSH (Net Positive Suction Head)
O valor NPSH de uma bomba é a pressão absoluta minima que deve estar presente no lado de aspiração da bomba de forma a evitar a cavitação. Os valores NPSH são medidos em [m] e dependem do caudal; quando o caudal aumenta, o valor NPSH também aumenta (ver figura 6).

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Task 4 Grundfos about pump curves_PT.pdf (size: 0.1MB)

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